15 de fev de 2012

O SERMÃO DA MONTANHA




A - O Sermão da Montanha


Quando Jesus de Nazaré falando ao povo no incomparável Sermão da Montanha, com aquela eloqüência popular, ingênua, cheia de naturalidade e de graça, que constitui o caráter de suas prédicas.


Suas palavras constituem o novo ensinamento religioso, em cuja sombra podem abrigar-se todos os homens, tidas as nações, tidas as igrejas da Terra, que buscam sinceramente Deus pelo caminho do sentimento da virtude e do dever.


São a seiva regeneradora do mundo; a nova idéia que há de transformar as sociedades; a forma do princípio e do sentimento do amor e da justiça, que há de suavizar as asperezas e manchas da consciência; a singela linguagem da religião do espírito, que há de substituir os cultos cheios de hipocrisia e soberbia; o belíssimo ideal da perfeição, ao qual devem dirigir-se, para chegar à felicidade, as aspirações dos homens.


Para Jesus, toda a religião se fundamenta na doçura do sentimento, no gosto do bem, nas harmonias da consciência, na prática da justiça e do amor. Seu código religioso é a bondade da alma e a moral em exercício. Nesta parte foi Jesus tão explícito, que não deixou à ignorância lugar para a duvida, nem à malícia espaço para interpretações arbitrárias ou interessadas.


È certo que à malícia nunca falta espaço para torcer o sentido dos conceitos que aos seus propósitos se opõem; porém isto não quer dizer que basta ler o - Evangelho para confundir aqueles que, talvez com objetivos mundanos, pretendem mistificar o cristianismo, fazendo do mesmo uma religião plena de cerimônias.


O Sermão da Montanha será em todos os tempos um testemunho que inutilmente tentarão a ortodoxia religiosa desvirtuar ou fazer servir aos seus propósitos inferiores.


“E Jesus vendo a multidão subiu num monte, e sentando-se, aproximaram-se dele os discípulos.
E abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
Bem-aventurados os que tem fome e sede de Justiça, porque serão fartos.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão a Misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a face e Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem, perseguirem e mentirem, dizendo todo mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós."


Mateus (5, 1-12)




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